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Quarta, 12 de Dezembro de 2018
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BURSITE TROCANTÈRICA

16/04/2018

                      As dores na região do quadril são queixas comuns, podendo ser causadas por problemas clínicos locais, como a bursite trocantérica, tendinite dos glúteos ou por doenças da articulação coxo-femoral e na região lombossacra. 

A bursite trocantérica é uma das doenças mais frequentes no nível do quadril, apresentando grande variedade de sinais e sintomas. 
A causa mais frequentemente associada é o microtrauma repetitivo, causado pelo uso ativo dos músculos que se inserem no grande trôcanter. Embora o trauma seja uma das causas sabidas, somente 23% a 64% dos pacientes recordam um evento traumático específico. 
As doenças musculoesqueléticas comuns associadas com a bursite trocantérica, incluem a artrite degenerativa do quadril, doenças na coluna, discrepância nos membros inferiores, artrite reumatoide, infecção, gota, obesidade, fibromialgia, artrose da articulações inferiores, síndrome da banda iliotibial, pós-operatório de artroplastia, entre outras. 
Há relatos que uma das principais causas desta patologia, principalmente as refratárias ao tratamento, são oriundas de lesões do glúteo médio e do glúteo mínimo.

Epidemiologia e quadro clínico 
As mulheres, em uma relação de 4:1 comparada com os homens, são mais frequentemente afetadas, com sua prevalência aumentada entre as quartas e sextas décadas de vida. A incidência na população geral é em torno de 10% a 25%, afetando em torno de 1,8/1000 pacientes por ano. 
A dor é de característica crônica e intermitente sobre o aspecto lateral do quadril. Ocasionalmente, o início da dor é agudo ou subagudo, podendo ser intenso. Em geral, piora à noite e o paciente tem dificuldade para dormir. 
A localização da dor é atrás e posteriormente ao trocânter maior, podendo se estender no aspecto lateral da coxa em 25% a 40% dos casos, e até a perna e tornozelo, mas não até o pé. Pode ser localizada também na região lombar baixa e, em alguns casos, ser acompanhada de parestesia (dormência) na face lateral da coxa.
A dor localizada na palpação em cima do grande trôcanter pode ser encontrada em todos os pacientes sintomáticos. 
O exame físico pode também revelar a evidência de condições associadas tais como as doenças da coluna, artrite do quadril, a discrepância do comprimento dos membros infeiores, que devem ser sempre avaliados.

Exames de imagem 
Nenhum exame radiográfico específico é diagnóstico da bursite trocantérica. As radiografias do quadril, da pelve e da coluna lombar podem mostrar a evidência de uma ou mais da circunstâncias musculoesqueléticos geralmente associadas. 
O exame de ultrassom pode evidenciar processo inflamatório localizado junto à bursa e também no glúteo médio. 
A imagem de ressonância magnética (RNM) pode oferecer ainda a informação valiosa a respeito de outras patologias no nível do quadril como lesões na cartilagem, fraturas de estresse, necrose avascular, artrose, lesões musculares e a osteodistrofia. 
Esses exames de imagem não são necessários, pois não são diagnósticos, porque podem aparecer alterações sugestivas, mas podem não ter os sintomas clínicos. 
O diagnóstico é pela história e o exame físico.

Tratamento 
A maioria dos tratamentos são conservadores, incluindo 6 a 8 semanas de medicamentos anti-inflamatórios não esteroidais, em um primeiro momento gelo e após o uso do contraste térmico (gelo e calor), repouso e fisioterapia. 
Nos casos em que não ocorra uma melhora significativa da dor do paciente, está indicada a realização de infiltração local com corticoide associado à substância anestésica. Outra alternativa para o tratamento das bursites refratárias é a utilização de terapia de ondas de choque. 
Embora a grande maioria dos pacientes responda favorável às medidas conservadoras e à infiltração, e depois de afastada todas as outras fontes possíveis de dor nos casos refratários a estes tratamentos, está indicada a cirurgia. 
Em caso de dor na região do quadril, procure seu médico para uma avaliação.



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