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Terça, 22 de Agosto de 2017
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LOMBALGIA

12/08/2017

A dor sentida nas costas ou dorsalgia pode ser proveniente dos músculo, ossos, nervos, articulações ou outras estruturas da coluna vertebral. Esta dor pode ser tanto constante como intermitente, bem como permanecer num lugar ou deslocar-se ou espalhar-se para/por outras regiões. 
A dor lombar ou lombalgia afeta a parte inferior das costas em qualquer lugar abaixo das costelas. A região lombar é uma zona da coluna constituída por cinco vértebras mais o sacro que é constituído por 5 ossos unidos entre si. Ela comunica a parte superior e inferior do corpo, suportando a maior parte do nosso peso. Devido essas funções, é facilmente sujeito a lesão quando sujeito a movimentos mais bruscos, tais como levantar, torção e pular. 
Diagnóstico
Existem alguns fatores de risco para a ocorrência de dores lombares. Podemos citar fatores constitucionais, como aumento de peso, fraqueza dos músculos paravertebrais e frouxidão ligamentar. Outros fatores são os ocupacionais, gerados por sobrecarga na região lombar ao erguer pesos excessivos ou permanecer muito tempo numa mesma posição. Os hábitos de vida diários, como fumo, alcoolismo e sedentarismo, também são fatores de risco. O envelhecimento também desempenha um papel importante, pois os ossos e músculos tendem a perder força à medida que envelhecemos, o que aumenta o risco de lesões. 
Lesões por esforço ( mecânicos e “mau jeito”) são de longe a causa mais comum de lombalgia, e a dor provocada por tais traumas geralmente retrocede em duas ou seis semanas. No entanto, quando a lombalgia dura mais do que três meses, ou se ela se manifesta mais nas pernas do que nas costas, um diagnóstico mais específico deverá ser feito. Existem várias causas comuns de lombalgia e dores nas pernas para adultos abaixo de 50 anos, estas incluem hérnia de disco e moléstia degenerativa de disco, em adultos com mais de 50 anos, causas comuns também incluem osteoartrite e estenose espinhal. 
Prognóstico
Estima-se que entre 65% a 80% da população mundial desenvolvam a dorsalgia em alguma fase de suas vidas. Porém, não costuma ser incapacitante, e mais da metade dos que padecem dela, costumam recuperar-se em até uma semana. 
A lombalgia pode ser aguda, com duração de até três meses, onde cerca de 90% dos doentes recuperam-se espontaneamente. Entretanto, mais da metade dos doentes podem ter recorrência dos sintomas e mais de um terço pode apresentar cronificação da dor. Entre os fatores que podem contribuir para cronicidade estão: falta de correção de fatores desencadeantes, fatores posturais, fatores psicossociais, benefícios ou perdas secundárias, doenças associadas (alterações psiquiátricas, uso de drogas, depressão, ansiedade), fatores mecânicos e degenerativos e lesões do sistema nervoso periférico ou central. 
Tratamento 
Existe uma grande variedade de tratamentos para dores nas costas, que incluem apoicações de bolsas térmicas geladas ou de água quente nas regiões doloridas, medicações, injeções, exercícios físicos, etc. Somente uma minoria (estimados entre 1% e 10% dos casos) necessita de cirurgia. 
Para o tratamento ter um bom resultado, é importante que o diagnóstico preciso seja feito. A partir disto, o primeiro passo é o controle da dor, que pode ser feito inicialmente através de medicações anti-inflamatórias, miorrelaxantes e analgésicas. O repouso pode durar de dois a, no máximo sete dias. O repouso prolongado leva a atrofia muscular, dificultando a reabilitação e aumentando a incapacidade do indivíduo. Nos casos de dores crônicas, pode-se usar também medicações psictotrópicas e antidepresivos, por suas propriedades analgésicas e miorrelaxantes, reguladores do sono e do humor. Analgésicos opióides fracos ou potentes poder ser necessários. 
Em caso de dor na região das costas, procure um médico para uma avaliação.



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